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Você está "achado" ou perdido?

Faz diferença?


Quando oferecemos uma chance a nós mesmos e nos mantemos mais vezes em auto observação, enxergamos. Enxergamos as oscilações comuns de nossa energia. Não importa muito a frequência e regularidade. Importa perceber acontecendo para ganhar a possibilidade de escolha.

Repare. Em alguns momentos nos sentimos fracos, sem boas ideias, com sono ou chegamos até a adoecer. Noutros estamos com o gás todo, com saúde e energia de querer salvar o mundo ou resolver todos os problemas que surgem a nossa frente.

Não é apenas uma sensação, é uma capacidade verdadeira. Genuína. Uma competência, nem sempre disponível. Portanto, mais que aproveitar bem quando ela se manifesta, pode ser interessante prestarmos atenção no que a produziu. O que motivou ela a se manifestar.

Pode ser uma alimentação mais saudável, um projeto novo ou antigo finalmente possível de ser realizado. Um novo amor, a nova estação...
A recíproca é verdadeira. O que nos sugou a energia?

Você está "achado" ou perdido?


O fato é que tudo isso me leva a crer que, se cada pessoa neste mundo tivesse a oportunidade de ter garantido o básico, para não passar apuros com o que comer, onde morar e outros quesitos imprescindíveis atualmente para "ser considerado gente de valor", o mundo seria bem diferente.

Nada de precisar ser alto, branco, inteligente, trabalhador, esforçado... Até religião, cor, status social, roupas, diplomas e tantas outras características que nos diferenciam não seriam motivo de exclusão.

Eu tenho dificuldades para guardar dinheiro. Quando minha situação financeira parece que vai finalmente decolar para algo bem confortável... desmorona. Olhando para pessoas com muita disponibilidade financeira e para seu oposto, gente morrendo de fome ou sendo humilhada apenas porque não conseguiu faturar o suficiente, me sinto muito mal. Esta minha indisposição para olhar em volta e dizer "não" quando me pedem e eu posso ajudar, pode estar selecionando as ferramentas de ajuda que permanecem mais tempo em minhas mãos.



Não me parece justo uns passeando em Cruzeiros Marítimos e outros vendendo o almoço para pagar a janta e/ou cheio de cobradores no portão julgando a capacidade do outro de honrar os próprios compromissos. É algo degradante e altamente improdutivo pois, uma vez desequilibrado emocionalmente, menos competente e produtivo o fulano se torna. Menos criatividade e força para "levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima".

Enquanto sentir algumas convicções dentro de si, acredite, você está mal informado.


Bora passear na internet e espichar os olhos mais longe para perceber nossa própria pequenez quando afirmamos algo com um pouco mais de convicção. Nem a ciência do mundo continua convicta de algo após as comprovações da Física Quântica. Ninguém mais em sã consciência (e bem informado) se atreve a dizer "isso é assim, é assim que isso é". No máximo podemos dizer "está parecendo ser, está sendo".

Você acredita que só existe um mundo? Um só conjunto de regras para ser feliz e bem sucedido? Acredita que felicidade ou sucesso é igual pra todo mundo? Acorda, somos 7 bilhões de habitantes na terra. Tem noção de quantos zeros tem esse número? Ainda consegue estabelecer um parâmetro de comparação e julgamento com base apenas no que você sabe? (pode somar o que só te contaram com o que efetivamente já experimentou)

O mundo é MUITO maior. As possibilidades infinitas. As maneiras de viver e sentir bem estar são incontáveis.

Alguns justificam que para termos alguma estabilidade financeira é preciso muito trabalho, muito esforço, muita economia, ralação e privação. Outros garantem que não é nada disso, que o segredo está em "tirar vantagem em tudo", ou seja, ser esperto acima de qualquer humanidade ou idoneidade que possa existir dentro de nós. Existem tantas opiniões divergentes nisso que já perdi a conta.

O que minha experiência me mostrou até agora foram caminhos bem diferentes. Quanto mais fácil para mim de realizar o trabalho, mais dinheiro ganhei com ele. Quanto mais necessitadas financeiramente as pessoas a minha volta, mais dispostas a dividir o pouco que tinham comigo. Quanto mais "cantavam" suas capacidades, bondades ou supostos feitos, menos efetivamente faziam. Quanto mais agressivos, mais medrosos. Quanto mais gentis e presentes quando meu momento financeiro era bom, mais ausentes e ocupados com outras coisas quando eu precisava de um favor qualquer, ou pelo menos um ombro amigo.

Quanto mais eu acreditei que alguém era bom e tinha valor, melhor e mais valorosa esta pessoa se comportou.


Quanto mais eu estava bem, mais inteligente e bem tratada eu era. Quanto mais confusa e carente de apoio, mais bosta eu parecia ser ou era julgada. Como se eu só tivesse valor se estivesse bem, de acordo com o que esperavam que eu fosse, sentisse ou fizesse. Bastava tropeçar para deixar de ter valor.

Que mundo é esse? Bem diz o Padre Fábio de Melo:

"... Eu me sinto amado quando o outro me descobre no meu maior defeito e mesmo assim, em vez de julgar, me diz "eu te amo mesmo assim". Siga firme, você vai conseguir, não desista de si mesmo e de suas crenças..."




De todos os locais onde já estive presente, o que mais me admira e incomoda é o ambiente empresarial. Se você for fraquinha, mantém facilmente seu emprego mas não muda de nível nunca. Se é forte te usam e jogam fora rapidinho, com medo do que mais pode fazer. Só se mantém no jogo os espertos, que aprendem as regras e as aceitam. Respeitam a competitividade, acreditam na lei de que só sobrevivem os mais fortes. Nem desconfiam do tamanho do mundo e do engodo que é o mantra "não existe o suficiente para todos".

Faz toda a diferença se você se sente achado ou perdido nesta imensidão de possibilidades.


Quanto mais perdido se sentir, mais fodido mais se tornar. São como as lágrimas que nos cegam diante de tantas possibilidades a nossa volta. Incrível como tem gente que adora chutar cachorro morto. Deve ser algo relacionado a "falsa segurança" de que não sofrerá consequências do ato. A certeza do mundo em relação ao nosso suposto fracasso, incompetência ou preguiça somada a nossa dúvida sobre nós mesmos, nossas capacidades, direitos, poderes e competências sugeridas por nosso momento de fragilidade faz um estrago doido.

Quando estamos achados tudo faz sentido, tudo é possível. Se não existe, inventamos. Sabemos com clareza de onde viemos, onde estamos, para onde queremos ir E... o que fazer para chegar lá.
Não falta ânimo nem disposição porque não temos dúvidas. O medo não domina porque a fé está com as mãos no volante.

Então, fica a minha sugestão. Se você é do tipo que esquece das coisas...

Anote tudo! Nossa memória nos prega peças e nossa capacidade de ver é seletiva.


Anotar sua vida e manter estas anotações ao seu alcance para você reler sempre que precisar será a sua melhor tábua de salvação. Apenas a sua própria história de vida é capaz de te ensinar a fazer melhor da próxima vez. Apenas ela vai te socorrer com as verdades sobre quem você foi, é ou ainda pode ser. Sobre o que já foi capaz de realizar e pode perfeitamente fazer de novo, melhor ainda.

Este material fica perdido em nossa memória. Se você não acredita, faça o teste.
Por mais "memória de elefante" que você seja, se se arriscar a anotar num papel tudo que fez na semana passada (sete dias consecutivos), vai passar um mês acrescentando coisas das quais se esqueceu de anotar e efetivamente realizou naquela fatídica semana anotada.

Então. Ter a sua própria história escrita, cheia de altos e baixos, risos e lágrimas, certezas e dúvidas é um certificado de competência para seguir em frente. Porque a vida é perfeita assim, se equilibrando o tempo todo pra lá e para cá. (por mais que a gente tenha acreditado que pode ser melhor e mais perfeita que isso)

Não existe paz, amor, saúde e felicidades além daquelas que nós mesmos construímos e cultivamos dentro de nós.

Bora manter viva a plantinha. Só não consegue quem desiste antes.


Mas... cada um é cada um. No fim,

Se você acredita que sim, ou se acredita que não, de qual forma você tem razão.











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